The Corner Club

Onde se comenta a narrativa enquanto se beberrica chá. AVISO: Segue-se conteúdo sugerido a adultos.

O Zé Lê “O Filho de Odin”, de João Zuzarte Reis Piedade – Capítulo 7

Custou a chegar, mas após um merecido descanso, cá está, senhoras e senhores. Sétimo capítulo. Até parece mentira. Com certeza questionam-se sobre o que me levou a esta ausência prolongada. Faculdade, Fastídio e Fallout: New Vegas.

Problem?

Problem?

Que posso eu dizer. Distraio-me com uma facilidade daquelas. E este livro … este livro …

Emfim. Quereis ouvir uma história engraçada?

Eu estava prontinho para deixar de ler este livro de vez. Jogá-lo no lixo. É emprestado, mas estava-me na mais pura das tintas. Li metade desta bosta, não preciso de ler mais.

Mas depois li este capítulo.

Um dos meus maiores receios quando escrevo um novo Zé Lê é que o meu comentário se torne demasiado circular e repetitivo, batendo nas mesmas teclas. Basta que isso aconteça uma vez para que fique desencorajado; se começo a repetir-me, torna-se claro que não tenho nada de novo a dizer. Apesar disso, eu tenho de afirmar, categoricamente, o seguinte; este livro é um insulto à inteligência da mais pré-pubescente das crianças. É um insulto ao próprio conceito de inteligência. É um pastiche horrendo, um shoggoth do género fantástico, e tremo de pensar que o tenho entre mãos.

Dito isto … este capítulo é uma sucessão de momentos psicadélicos. Daqueles em que torna-se óbvio, após cuidada análise, que Zuzarte estava com uma moca de todo o tamanho, ouvindo Dragonforce enquanto dançava no meio do quarto com uma Iori mamuda imaginária enquanto escrevia isto.

E por muitos momentos de absoluta confusão que tenha tido, dei por mim … a divertir-me.

Sim, eu sei, o universo vai implodir não tarda, mas parem aí os cavalos. Após seis capítulos de gosma literária horrenda, eis que a coisa torna-se tão má que se torna excelente. De vez em quando, vem Zuzarte com um capítulo em que o riso descontrolado é a única reacção possível.

Eu hoje não tenho nenhuma discussão de relevo literário ou intelectual. Hoje, temos de nos deleitar com o absurdo. Com a diarreia mental. Com o LSD fora-de-prazo que motivou esta pobre alma a escrever. Porque nada nisto me motiva a mais que o riso. Nada está certo, nada faz sentido, e a minha sanidade mental piora a cada página.

SVIRFNEBLIN

Eu nem sei o que vos diga. Se há razão para não me ter alongado como de costume a discursar sobre o que Zuzarte faz de mal é porque todo este capítulo é … é …

Vejam por vocês mesmos.

“De volta à Roménia, o poder de Drácula está quase completamente renovado. Apenas os Gregos continuam inconvertíveis. Erzsébet Bathory (1560-1614) era uma senhora nobre que assassinava raparigas adolescentes para poder banhar-se no sangue das suas vítimas e manter a juventude eterna. Em 1634 transformou-se numa vampira, e, mais tarde, numa das noivas do conde.”

Afinal enganei-me. Tenho algo de relevante a dizer.

A ficção histórica e a ficção fantástica sempre tiveram laços estreitos. Ambos partem do princípio de que se está a olhar para uma época/mundo/país com os olhos da circunstância que procuram explorar, e frequentemente fecundam-se uma à outra. Steampunk despertando curiosidade sobre o séc. XVIII ou a medievalidade a despertar curiosidade sobre A Song of Ice and Fire. Há uma clara vantagem em a fantasia tradicional apoiar-se nos precedentes históricos da nossa realidade; concede à ambiência uma maior verisimilitude, joga com bases de referência já existentes e que não precisam tanto de ser trabalhadas, já têm uma certa bagagem mitológica com a qual se consegue trabalhar. É vantajoso para leitores e autores.

Convém dizer, mesmo assim, que devemos ter o máximo cuidado quando damos um tratamento fantástico à nossa história. Uma das maiores vantagens da ficção especulativa é o de permitir que se olhe para um determinado problema com olhos isentos de parcialidade histórica, com a capacidade de olhar para dois lados de um problema e traçar as suas virtudes, os seus defeitos e onde se complementam, levando a um nível de aplicabilidade à nossa realidade que, mesmo vinda de um cenário fantasioso, pode ser útil para o nosso dia-a-dia. Pensem na Prime Directive d’ O Caminho das Estrelas, onde a problemática da intervenção em civilizações nascentes por parte de civilizações mais avançadas se propõe. Contudo, toma-se um certo risco ao usar personagens e fórmulas históricas para o propósito de contar uma história; a sua descontextualização pode levar ao efeito oposto daquilo a que se propõe.

O Zuzarte não faz isso. Simplesmente limita-se a atirar figuras históricas e mitológicas para a salada russa, esperando que funcione.

E o resultado é hilariante.

“Gilles de Rais, um homem do século XV, cúmplice de Joana d’Arc, ganhou fama por causa das chacinas e do canibalismo que praticava. Kalthazad ressuscitou-o para poer servir Drácula como espião e fiel mordomo.”

Diz-me, Zuzarte, como é que alguém pode ser espião e fiel mordomo ao mesmo tempo? E como é que Gilles de Rais, um maluco que gostava da boa vida, faz bom material para espião, quanto mais fiel mordomo? Ele gostava de beber vinho a rodos, não de o servir. A única pessoa que ressuscitaria Gilles de Rais seria um pirralho qualquer, apenas para matá-lo de novo.

Porquê este tipo, não sabemos. Zuzarte não volta a mencionar o Gilles outra vez neste capítulo, usando e deitando fora vilões da História como quem descarta toalhitas para o rabo.

Adiante. Kalthazad Relvas sobe à sala do trono, para ter um tête-à-tête com o Pedro Drácula Coelho.

“- O que desejas, Kalthazad? – perguntou Drácula.

– Senhor, trago boas e más notícias.

– Começa pelas boas.

– Não há.”

lololololo

lololololo

Discutem o falhanço de Vhan Cristas em tomar Toledo e matar Jonatã. Na típica reacção de um vilão de desenhos animados, Drácula Gaspar decide achincalhar o coitado, “tu falhaste-me!” e por aí.

“- O exército toledano é insigniicante; dei-te dinheiro, dei-te tropas, dei-te equipamento e tu, com uma força de duas mil unidades [!], não conseguiste matar um simples miúdo – acusou Drácula,  tentando manter a calma.

– Ele … transformou-se num deus. Em Vidar – justificou Vhan, em pânico.

Drácula mostrou uma expressão de horror.

– O que é que disseste?”

watbird

Mas veio Loki, o deus trapaçeiro, de propósito avisar-te que Jonatã é Vidar e pode transformar-se em Vidar há uns capítulos atrás! Foi-te especificamente dito que não o podias matar na forma de um deus, e que o miúdo podia transformar-se. Se tivesses juízo, estavas a construir uma nave espacial para fugir deste planeta. O tipo ressuscita cidades inteiras e tem conversas com Deus.

A Assembleia da Repúlica telefonou. Querem-te para deputado do CDS.

Drácula Gaspar decide dar mais uma oportunidade a Vhan. Mas depois …

“- É uma perda de tempo – ouviu-se.

De seguida, um vampiro adolescente, coma mesma estatura física de Jonathan, apareceu por detrás do trono; a única diferença estava no cabelo e nos olhos. O cabelo era comprido e roxo-azulado e os olhos azuis. Vestia-se como se fosse um nobre do movimento cultural do Iluminismo. Dois riscos vermelhos desciam dos olhos até desaparecerem a meio do umbigo. Era Malus Draconus Tepes, filho de Drácula e herdeiro do trono negro dos vampiros.”

É o Vegeta para o nosso Son Goku. O Draco Malfoy para o nosso Harry Potter. O cagalhão para a nossa sanita.

Em três tempos, descobrimos que Drácula procriou, teve um adolescente emo com um péssimo nome, podemo-nos vestir de movimentos culturais e manter-nos tão vestidos à Iluminismo que se consegue ver o peito desnudo e o umbigo.

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Eu não preciso de explicar o que vai mal com tudo o que foi citado lá em cima, pois não?

O fedelho esfrega sal na ferida do coitado do Vhan, que tanto tentou fazer para matar Jonatã. Drácula declara que Vhan “NÃO VOLTE A FALHAR!” e termina o pequeno detour por terras romenas. Eu rezo para não voltar lá mas, sabendo quem é o Zuzarte, provavelmente vai fazer uma macumba qualquer para que o Drácula entre no meu quarto só para dizer olá.

Voltamos, então, a focar as nossas atenções no protagonista e companhia limitada. Decidem acampar num pequeno vale dos Pirenéus, para descansar após umas horas de viagem, porque apesar de terem a capacidade de viajar à velocidade da luz Jonatã acha que deve contribuir para o turismo local.

“Jonathan sentou-se na relva para apreciar a paisagem. Iori fez o mesmo, mas depois ouviu um barulho que lhe chamou a atenção.

– Jonathan! – exclamou ela, levantando-se. – Estamos a ser observados … Espera aqui – disse ela levantando os braços e desaparecendo.”

Antes que perguntem, sim, eu estou a citar tudo isto ipsis verbis, tal como está no livro, pontapés de pontuação e gramática incluídos.
Ah, e ela desapareceu.

ELA DESAPARECEU!

Mas é sol de pouca dura. Ela reaparece, puxando dois gnomos (homo fata diminuensis, bleeeeergh, tu e as tuas designações ridículas, Zuzarte) para fora de um arbusto próximo.

São Khaball e Jebddo, e precisam de ajuda dos nossos heróis, naturalmente.

Posso estar a soar um pouco sarcástico aqui, mas a verdade é que, pela primeira vez desde que começei a ler esta caganita de esquilo dissecada, dou por mim a tropeçar em descrições que, vá lá, aceitam-se. Satisfazem. Pintam o retrato dos gnomos.

Um breve vislumbre do possível talento de Zuzarte, talvez?

Breve. Muito breve. Apaga-se quase de imediato. O Zuzarte desata a contar-nos sobre as várias espécies de gigantes que existem na Europa. Os gigantes da montanha são grandes gorilas, aparentemente, mas os gigantes normais e os gigantes ingleses são super bem educados. Eu não sei que histórias é que o Zuzarte andou lendo, mas decidiu inovar e fazer com que os gigantes passem a ser criaturinhas bem intencionadas.

De qualquer forma, os gnomos estão tendo problemas com os gigantes, que estão constantemente a invadir-lhes a cidade e a roubar o ouro e as gemas que vão minando. Precisam de heróis para derrotar os mauzões e eis que cai o herói ibérico nos seus colos. Que sorte eles têm! Será que Jonatã vai demonstrar, mais uma vez, uma assustadora falta de empatia ou consideração pelas pessoas que deve proteger?

Veremos, veremos! Khaball e Jebddo decidem levar Jonatã à sua cidade, dentro das montanhas. Ninguém conversa, ninguém desenvolve algum tipo de relação, ninguém faz mais nada senão andar atrás de Jonatã, privados de língua ou mente própria. Nós ainda não ouvimos uma única fala de Te’Chall, Kenchi já mal diz alguma coisa, e as vaginas ambulantes são as vaginas ambulantes.

Chegam então à cidade de Svirfneblin, e eis que finalmente concluo que Zuzarte de certeza sabe o que é Dungeons and Dragons, porque svirfneblins são os gnomos que vivem nas profundezas das montanhas e do subsolo em todos os settings usados para o jogo de tabuleiro. Por um lado, fico espantado – há gente que joga Dungeons and Dragons em Portugal! Por outro … o plágio é tão óbvio.

Como de costume, Zuzarte não nos diz lá grande coisa sobre Svirfneblin. É uma cidade numa caverna, com casas iguais às dos humanos mas mais pequenas. O epítome da originalidade, senhoras e senhores. Jebbdo leva Jonathan e companhia a sua casa. Chegados, apresenta-os à sua mulher vestida de alemã estereotipada e aos seus filhos, após Jonatã falhar em capacidade de navegação espacial básica ao bater com a cabeça na ombreira da porta e depois no tecto da diminuta habitação.

“Jonathan olhou em volta e achou a casa muito acolhedora. O menino aninhou-se no ombro da japonesa, e Iori ficou a imaginar como seria quando tivesse os seus próprios filhos – esperava ela que fosse com Jonathan.”

De que estás à espera?! FODAM, PORRA! Faz alguma coisa de interessante!

“Entretanto, Dumavil [a mulher] entrou na sala, pôs a mesa para o almoço, e serviu a uma velocidade incrível.

– Para a mesa, meninos! – chamou.

Todos se sentaram. Iori ficou ao lado de Jonathan e sempre que olhava para ele sorria e corava um pouco. Kenchi pegava nos talheres e dobrava-os com os seus poderes mentais – era telequinético.”

WAT

WAT

“Serviram javali, e a acompanhar havia vinho e cerveja. Jonathan serviu-se e os outros fizeram o mesmo. Kenchi olhava para os talheres e pensava: “Não saio daqui enquanto não aprender a comer com isto!”; para ele, comer com talheres é como para nós comer com pauzinhos chineses – é extremamente difícil.”

Não, Zuzarte, não é. A colher, o garfo e a faca são provavelmente os utensílios mais intuitivos para o consumo de comida alguma vez inventados. É estupidamente fácil usá-los, se um bébé consegue.

Dumavil decide dar vinho a Jonatã, que acha que sabe pouco melhor que óleo de fígado de bacalhau. Vai exagerar pró bilhar grande, Zuzarte, vinho não é assim tão mau. Depois, serve-se arroz doce – o favorito de Zuzarte – perdão, Jonatã – e uma boa dose de racismo mitológico.

” – Como é possível? – espantou-se Jonathan.

-O quê? – perguntou Jebddo.

– Como é que um gnomo consegue ser tão … tão …

– Pequeno? Inteligente?

– Irrequieto.

-Hah! hah! hah! – riu-se Jebddo, alto e em bom som. – Nós podemos ser pequenos, mas não somos inúteis. Em boa verdade, graças à rapidez, os gnomos são excelentes empregados de mesa para clientes apressados.”

Olha. Se calhar colocam os empregados de mesa em alta estima na sua cultura. Não vou julgar.

“Jonathan ficou espantado.

– Ela toma café? – perguntou Jonathan.

– Sim.

– Quantas chávenas?

– Quatro.

– Por dia?

– Por hora.”

wat

Tens noção que isso é suficiente para uma overdose de cafeína, não tens?

Jonathan queixa-se do livro de Dickens ser demasiado comprido, o que me motiva a dar-lhe uma chapada mental. Enquanto isto, Iori senta-se ao seu lado, querendo esfregar a sua húmida vagina ao viril membro de Jonatã, sem qualquer esperança de perder a virgindade nos próximos trinta anos. Mace senta-se com Kenchi, distraída, e Te’Chall “faz poções para ajudar em qualquer tipo de feitiços, incluíndo morte súbita, ressureição e até imortalidade.”

Ok. Como é que o Te’Chall não é o rapaz mais rico à face da terra? Como é que não tem uma religião dedicada a si? Porque é que ele anda com um grupo de adolescentes ressabiados se é capaz de literalmente acabar com todos os problemas existenciais que têm afectado a humanidade desde tempos imemoriais que os levaram a criar uma míriade de religiões?

Mas o que é isto, o Indigo Group do Fantástico?

E enquanto nada faz sentido, tocam os sinos de alarme na cidade, fazendo deste o terceiro capítulo consecutivo em que uma cidade é atacada- Tenho a certeza que já tenho direito a vales de desconto.

” – Deixa-nos ir! – pediu Iori, usando um tom de exigência.

– Não, é muito perigoso!

– Nós sabemos e queremos lutar.

– Claro, primo, vamos lá!

Jonathan ficou a olhar para elas e, depois, ouviu o eco das pancadas nos portões e decidiu deixá-las ir.”

… o que é que acabou de acontecer?

As vaginas ambulantes … decidiram …  tomar iniciativa.

Decidiram exigir participação activa.

Oh meu Deus, elas passaram a ser personagens! PROGRESSO!

Reúne-se na hora um exército de oito mil gnomos para fazer face aos invasores. Tu não tens grande noção de escala, pois não, Zuzartinho, meu querido?

Mas aqui é que começa a batalha a sério. E aqui é que começa o riso. Porque quem está a invadir são os famosos duendes.

Desta feita, não vou citar. Vou deixar que estes grandes heróis leiam em voz alta.

Yep. É ridículo a este ponto. Mas não pára aí!

“Nesse momento, Jonathan soltou um grito de guerra e os gnomos atacaram os duendes inconscientes. Cinco destes correram na direcção de Kenchi, que fez um círculo com a espada e atacou os inimigos com tanta velocidade que só depois de ter colocado a catana na baínha é que os monstrinhos sentiram os golpes e morreram. Um outro saltou para Kenchi, este estendeu a mão e o duende ficou suspenso no ar, envolto numa espécie de luz roxo-azulada. Kenchi controlava-o com os seus poderes psíquicos, depois com a força da mente fez o monstrinho explodir.”

WAT

WAT

“Te’Chall lutava com o bastão e, sempre que um grupo de duendes o cercava, fazia a sua arma brilhar, espetando-a a seguir no chão, o que criava uma onda eléctrica no solo que impulsionava os duendes para o ar.

Mace matava-os, cortando-lhes as cabeças com as suas duas facas, que manejava com tremenda agilidade; era um grande erro lutar com ela.”

ENTÃO PORQUE CARALHO ELA NÃO LUTOU ANTES?!

“Entretanto, Iori ajudava Jonathan na luta, cortava com o broquel e decapitava com a sua espada, e quando um duende tentou apunhalar Jonathan pelas costas, deu um salto contra o atacante (como fazem os leopardos) e apanhou-o pelo pescoço. O monstrinho preso nas mãos de Iori viu os olhos dela ficarem com um tom amarelo-acastanhado e os caninos crescerem; a seguir sentiu uma terrível mordedura no pescoço e ela a chupar-lhe o sangue. Satisfeita, a japonesa arremessou-o contra a parede com a boca e guinchou. Jonathan ficou estupefacto com o comportamento de Iori quando esta limpava a boca do sangue de duende. Na  verdade, ela era um vampiro.”

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“Mas não havia tempo para pensar neste assunto.”

Estás a brincar?! A tipa acabou de abocanhar um duende e largou um guincho. Tu estás a caçar vampiros. Nada faz sentido. Nada nada nada nada.

Woodstock, baby!

Woodstock, baby!

Não. Não, ainda não acabei.

No meio disto tudo, chegam os gigantes da montanha.

“Iori encontrava-se frente a frente com um outro monstro; este gritou para tentar assustá-la, mas ela retribuiu-lhe com um guincho de vampiro, mostrando-lhe os seus olhos a mudarem de cor, os dentes compridos e afiados dentro da boca, que conseguia abrir até ficar do tamanho de um palmo.”

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Jonatã vence a batalha e recebe umas recompensas. Duas pistolas prateadas.

“- É um modelo muito especial, o cartucho de bala aguenta com cerca de vinte balas de prata de 9mm, extremamente pesadas para umas balas desse tamanho. O mecanismo é muito semelhante ao de uma Magnum 44. Repara nos botões em cima do gatilho: ao carregá-lo, um pequeno tubo sai por debaixo da arma e uma mira por cim, com isso podes usar estas pistolas como uma Sniper Rifle. O segundo botão activa o segundo modo da arma, com mira laser capaz de disparar as vinte balas a cinco quilómetros num segundo. Vai ser-te muito útil.”

What … the …

“- Obrigado, Jebddo – agradeceu ele, apertando a mão ao gnomo. – Mas … e quando se acabarem as munições?

– Eu é que agradeço e não te preocupes com as balas. Estas pistolas não foram feitas só de Mithril e prata, foram também feitas com magia – sempre que disparares uma bala, outra nova aparecerá no seu lugar.”

Que porra acabei eu de ler?

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8 comments on “O Zé Lê “O Filho de Odin”, de João Zuzarte Reis Piedade – Capítulo 7

  1. Ana Filipa Ferreira
    Junho 9, 2013

    O reinado dos plot twists estão em todos os parágrafos deste capítulo XDAs pachachas decidem tomar iniciativa, o rapaz também decidiu meter feminismo e luta pelos direitos da mulher. Quero tanto ler o 2º!

  2. Rui Bastos
    Junho 10, 2013

    Eu nem sei o que hei-de dizer… Já estou fisicamente incapacitado, de tanto rir. Está a ser um suplício escrever este comentário por entre as vagas de riso.

    Tenho uma amiga que já leu isto e que o classificou de imediato como lixo, parece que tinha razão!

  3. Inês Montenegro
    Junho 10, 2013

    Lixo? Um bem precioso destes? É a melhor descrição de batalha com que já me deparei. E que twists, pah, não estava nada à espera. Um verdadeira mestre na arte da literatura. Eu nem… Vou deixar de escrever. Não consigo chegar a este nível, já nada vale a pena.

  4. José Carlos
    Maio 9, 2015

    Os americanos a matarem-se em Gettysburg com mosquetes e os gnomos a darem ao Jonatãn uma pistola semelhante a uma Magnun 44 (criada em 1950 mas vamos ignorar isso) e com funções sniper rifle em e tudo isto em 1863!!!!

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