The Corner Club

Onde se comenta a narrativa enquanto se beberrica chá. AVISO: Segue-se conteúdo sugerido a adultos.

O Zé Lê “O Filho de Odin”, de João Zuzarte Reis Piedade – Capítulo 10

Por esta altura, os caros leitores estarão habituados à estrutura que achei para as minhas diatribes neste blogue. Tendencialmente, escrevo um breve ensaio sobre um tema literário tipicamente relevante para o capítulo em análise e para a análise literária geral antes de começar a achincalhar como só eu achincalho. Já aqui discursei sobre técnicas e metodologias de escrita, a consciencialização de um determinado texto quando apresentado a um determinado público alvo, o arco dramático, como se define uma personagem, quão gloriosos os meus abdominais são e ainda algumas aventuras pelo reino da dramatização (continuo à espera do teu telefonema, La Féria). Pelo caminho, vou tentando entreter como posso, nem que seja pela catarse necessária para a minha sanidade.

 

Ora, porquê dizer isto? O meu público é composto bem sei, por gente de marcada inteligência; sabem ler, e já concluíram tudo isto. Acontece, minha gente, que manter qualquer estrutura mental torna-se difícil após ser sujeita a choque traumático.

 

É que, à medida que avançamos neste livro, aquela pura expressão do Caos que mencionei há uns capítulos atrás tem aumentado. Tem aumentado, até, de forma dramática. Escrevo isto após ter lido o capítulo X que, para todos os efeitos, tornou-se no maior chorrilho de asneiras que já vi condensadas em 11 páginas. Creio sinceramente que o Mein Kampf tem menos asneiras condensadas por páginas que isto. Acho que uma única edição do Jornal da Madeira não consegue competir, nem mesmo com as crónicas diárias do Alberto João Jardim atiradas ao barulho. A cada capítulo deste escarro vaginal corrupto de matéria fecal pulsante, a parada vai aumentando, aumentando, até que dá-me um badagaio e caio de cabeça no chão.

 

Mais ou menos isto, menos as mãos.

Mais ou menos isto. Ou “os maçons vã temar conta da Madera!”

 

Dito isto, há uma pergunta que tem atormentado a minha alma. Mais em relação à presente obra, tenho de admitir, mas é algo que suscitou algumas questões mais latas.

 

Porquê um livro?

 

Algures naquele confim de tempo que foi a década dos zeros, Zuzarte teve um ataque encefálico grave e decidiu escrever um livro. Porquê? É verdade que contam-se histórias desde os primórdios da nossa espécie. São o sangue da nossa existência cultural; definem o âmago da nossa experiência como seres pensantes. Tecemos aquilo que percepcionamos e imaginamos em narrativas que procuram contextualizar a nossa realidade. Descrever o porquê de contar histórias é um pouco como tentar descrever o porquê de falar; onde sequer começar, e como se faz justiça a um tema tão nuclear à condição humana sem resvalar em tecnicismos ou lirismo barato, um pouco como o que acabei de fazer? Vem a nós de forma natural, o talento para contar histórias. A narrativa acorda a mente de uma forma que só ela consegue, e ao longo dos tempos temos desenvolvido meio atrás de meio para a trazer ao público.

 

No seu essencial, um livro nada mais é que um meio através do qual o escritor comunica a história que procura contar. É um aglomerado de páginas coladas juntas de forma a poderem ser manuseadas comodamente. Até há bem pouco tempo, historicamente falando, eram produtos de luxo. A produção de papel era de tal forma cara (e, portanto, exclusiva) que o uso de livros para propósitos de entretenimento não coube na cabeça de muitos escritores ao longo do milénio passado. Com o vasto aumento da literacia no mundo e com o advento da impressora (obrigado, Gutenberg!), a popularidade do livro explodiu à medida que a sua produção ia-se tornando mais barata. Hoje, grande parte dos livros produzidos são ficção, e são tantos que, no meio do dilúvio, torna-se impossível qualquer manutenção de um cânone literário. Isto assim é porque o livro é o meio ideal para contar uma história de forma longa. Permite uma maior complexidade de técnicas, expandindo o repertório disponível ao autor. O comprimento possível abre todo um leque de opções narrativas. Uma história que se narraria em poucas palavras pode passar a epopeia, a saga, a enciclopédia, devidamente ilustrada pela capacidade do autor.

 

Dito isto, e apesar das mudanças que os tempos trouxeram, o livro mantém muito do charme exclusivo que ganhou em séculos passados. Continua a ser sinónimo de saber e cultura, um objecto que marca o possuidor como sendo alguém de algum requinte e gosto, o membro de uma elite. O livro confere ao seu autor e ao seu público aquele estatuto nebuloso de gente inteligente, que produz e imagina maravilhas impensáveis ao comum dos mortais.

 

Que tem tudo isto a ver com o Zuzarte, então?

 

Há um outro lado da indústria livreira e da cultura literária que pouco ou nada quer saber de qualidade ou, sim, cultura. Um lado feito de cifrões, risos badalhocos, canapés e rabos gordos querendo engordar mais. Um lado em que gente que pensa que sabe escrever caga cá para fora coisas sem qualidade ou nexo e depois dependem de um plano de marketing perfeito para vender a banha da cobra ao incauto cidadão. Ego-maníacos a quem só interessa vender, ver o seu nome numa capa, ou ambos, aquele tipo de pessoa asquerosa a quem só a lambidela constante às partes íntimas por parte do seu séquito de yes-men satisfaz. Gente como o Pedro Chagas Freitas, a Margarida Rebelo Pinto e João Zuzarte Reis Piedade.

 

Estou a exagerar, dirão vocês, mas digam-me; que história queria Zuzarte contar aqui? Depois de nove capítulos, estão vocês algures perto de entender o fio central da trama? Acham vocês que há algum mérito, por mais ínfimo que seja, nesta descarga de autoclismo? Isto parece-se a vocês como sendo algo inocentemente criado por um pirralho que não sabe um peido de como escrever? É que até putos entendem o básico de como uma história funciona, fartam-se de as consumir, sabem o que lhes dá gozo ou não. Que tinha ele na cabeça quando decidiu escrever um livro? Foi encorajado pelos pais? Foi tara que lhe deu na tola? Foi dose extra de cogumelos dados pelos amigos?

 

Não. Zuzarte quis escrever um livro porque, pura e simplesmente, quis afagar o ego e ficar bem na fotografia mal montada que é o seu percurso de vida. Privilégio a rodos, onde o menino deve ser o centro das atenções. Como Jonatã, Zuzarte não é capaz daquela empatia necessária para a compreensão dos outros e a criação de outras personagens que não o seu alter-ego. Diz a sabedoria literária que se conhece um autor pela sua obra, e nada diz mais desta criatura que aquilo que produziu; um alienígena.

 

Zuzarte

 

 

 

 

 

AS LÂMIAS DE TRÓIA

Porra me parta, isto começa bem. Olhem para aquele título. Olhem bem.

Portanto.

No castelo de Drácula, este e Kalthazad observavam, através de uma bola de cristal negra, a tempestade criada pelo necromante, e aguardavam que Jonathan morresse. Drácula pestanejou e, quando abriu os olhos, o seu inimigo desaparecera.

– Que aconteceu? Onde está Strongheart? – perguntou Drácula, nervoso.

– Não sei, mestre, ele desapareceu.

– COMO? MAS NINGUÉM DESAPARECE ASSIM!

– Não sei, mestre! …

Os olhos de Drácula brilharam e a voz mudou de tom, tornando-se mais solene, grave e distorcida como a de um demónio.

– Maldito sejas, Strongheart!

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alguém escreveu isto

oh meu deus

Mestre, acalme-se.

– QUE QUERES DIZER COM “ACALME-SE”? – gritou Drácula.

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Aparentemente, não.

– Se aquele miúdo chegar aqui, estou perdido. Os morcegos que tenho espalhados por toda a Europa disseram-me que os humanos pediram ajuda a todos os elfos do Norte da Europa para me destruírem! … o mesmo pediram os gnomos e os anões.

– Sim, mestre, mas vós esqueceis que as nossas forças crescem à medida que matamos inimigos; por isso, a força militar deles será nossa.

– Velho idiota, o exército italiano também vem.

– E então?

– De todos os soldados italianos, a maioria são monges guerreiros e paladinos do Vaticano, os melhores do mundo. Não só por serem o paladinos da Luz, do Sol e da Liberdade, mas também por poderem trazer vida aos soldados caídos em combate, quer sejam humanos, quer sejam elfos, gnomos ou anões.

– Sim, isso é um grave problema, mestre!

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Por onde raio é que começo?

Zuzarte, eu sei que tu fartaste de jogar World of Warcraft quando eras um fedelhito, mas tenho más notícias para ti. A vida e a morte não funcionam assim. A razão pela qual a morte não tem consequência alguma em World of Warcraft é porque a mesma quebraria o ritmo de jogo de tal maneira que as pessoas passariam metade do seu tempo de jogo a criar novas personagens após as antigas morrerem horrivelmente. Não tem rigorosamente nada a ver com a história! Quem raio vai buscar a videojogos, famosos por terem mecânicas inteiramente dissociadas das narrativas que contam, ideias para se levar a sério num livro?

Urgh.

A história segue daqui direitinha para Jonatã. Após Zeus ter dado as prendinhas de fim de capítulo ao Grupo Internacional de Beija-Cús, Jonatã lidera o grupo através de uma tempestade, a tal que Kalthazad conjurou (sabe-se lá de onde ou porquê – ele não é um necromante, daqueles que só estão preocupados com a Betty Grafstein?). Usou o novo anel para parar o tempo e atravessar a tempestade em segurança.

Dez euros em como este anel nunca mais será usado no resto do livro.

[…]Montaram o acampamento perto da costa mas fora da praia. Jonathan estava exausto e, por isso, adormeceu imediatamente.

Logo de seguida, sonhou que estava em Tróia,[…]

Oh não.

[…]rodeado pelos exércitos grego e troiano. Correu pelo campo de batalha até que viu os soldados formando uma roda gigante.[…]

Tentem desenhar este magnum opus só a partir das descrições e vão acabar criando um reino surreal dadaísta. Soldados formando uma roda gigante? Tipo, uns cosidos aos outros, como em The Human Centipede?

Fui ao Google para tentar ilustrar a coisa.

Arrependi-me.

[…]No centro desta, estavam dois hoplitas, um com armadura negra, capacete de batalha semelhante ao dos Turcos e um escudo com um sol; o outro tinha armadura e capacete de hoplita negros, enquanto o escudo mostrava a cara de um leão. Tinha o capelo da mesmo cor do de Jonathan. […]

Que mestria de descrição. Que habilidade com as palavras! Zuzarte nem precisa de nos descrever o que é um capacete de batalha de um Turco, basta ele dizer! A arte! O drama!

[…] Os dois hoplitas lutavam com ferocidade e destreza e o de cabelos brancos, por vezes, rosnava fazendo o seu adversário recuar. De repente, saltou pela direita, apoiou o braço esquerdo no ombro esquerdo do adversário, deu um salto mortal e quando aterrou passou uma rasteira ao inimigo. Quando este se levantou e o atacou, o hoplita de cabelos brancos defendeu-se com a sua espada e fez um golpe fatal no abdómen do adversário. Ao segundo golpe, este virou-se de costas e espetou-lhe a espada no estômago, matando-o.

WAT

WAT

 

Tenho a certeza absoluta que foi esta a vossa cara quando leram esta citação. Sim, está assim, ipsis verbis, nem uma vírgula (ou falta delas) mudada. Entenderam o que se está a passar?

 

Pois, eu também não.

 

Ah, e o tipo de cabelos brancos, para quem ainda não ligou os pontos, é Aquiles.

 

Sim, esse Aquiles.

 

Head in Hands

Porque nada faz sentido (como, aliás, já é da praxe), Jonatã acorda com o rugido conjunto dos gregos e de Aquiles. Decide sair da tenda para apanhar um bocadinho de ar fresco. Qual não é o seu espanto quando ouve uma música “linda e afinadíssima”. Esta vem de uma linda mulher-centauro ao pé “das rochas” (que rochas? As rochas, ora porra, não sabem ler a mestria de Zuzarte?), que começa a entrar nas montanhas. Jonatã, idiota chapado que é, decide segui-la.

 

Ele seguiu-a até chegarem a uma cidade cercada de muralhas gigantescas e com a porta da entrada principal quase desfeita.

Jonathan nem sonhava que tinha chegado a Tróia.

 

Sim, isto está a acontecer.

 

Já não bastava o desvio desnecessário pelo sul da Europa, a violação sistemática de capital europeia atrás de capital europeia como se fossem a porra da Peste Negra, e o constante desvario lógico que é toda esta missão e tudo o que se passa. Não. Agora temos de entrar na mais completa absurdidade.

 

Porquê? Porquê tudo isto, Zuzarte, que raio de propósito tem toda esta parvoíce? O que raio passou pela tua cabeça para meteres tanto gómito mental no teu livro? Que história estás tu a tentar contar? Estás a falhar miseravelmente!

 

A centauro atrai Jonatã para dentro de um templo dentro da cidade. Entrando, Jonatã é lá dentro fechado. A mulher-centauro revela-se como sendo uma lâmia.

 

Se estão a perguntar o que porra é uma lâmia, não se preocupem, foi a mesma questão que me passou pela cabeça. Felizmente, Zuzarte veste o chapéu de abas largas, veste khakis, uma camisa beige de manga curta e começa a falar num sotaque australiano para imitar o David Attenborough;

 

Ao longe, as lâmias são facilmente confundidas com centauros, mas de perto percebe-se que possuem belíssimos troncos de mulheres e pernas de leão, dragão ou bode. São animais carnívoros, gostam de qualquer tipo de carne, mas preferem a humana. Por vezes, pilham acampamentos de árabes ou turcos, não pelo ouro ou pedras preciosas, mas para comerem as suas presas.

A lâmia fêmea canta para que aventureiros sejam atraídos para a morte através da sua voz. Os machos são os responsáveis pela pilhagem aos acampamentos, enquanto as fêmeas tomam conta dos filhotes e esperam pela refeição trazida pelos machos.

Outra das características das lâmias é que vivem em grupo conforme a natureza da metade inferior do corpo algumas têm babeça[sic] de mulher e corpo de serpente; falam lamiano, árabe, turco, iraniano, iraquiano e todas as outras línguas do Médio Oriente e da Península Arábica.

 

Senhor Attenborough, se existe uma clara separação de géneros nesta espécie esquisita, porque é que descreve todas as lâmias como tendo torsos “belíssimos” de mulheres? Se são tão ávidas comedoras de homens, porque é que ainda não foram caçadas até ao extermínio? É que, por alguns leõezinhos comerem putos em África, matou-se milhares de leões inocentes ao longo das décadas, ao ponto de contribuírem imenso para o seu corrente perigo de extinção. Porque é que têm partes inferiores diferentes? Porque é que o seu editor desistiu? Porque é que eu estou a tentar fazer sentido da sua gonorreia cerebral?

 

São mais de quarenta as lâmias que cercam Jonatã, e apesar de o mesmo já ter enfrentado ameaças bem piores há bem pouco tempo atrás, çutar contra tantas “tornava-se quase impossível”.

Mas nós estamos a falar de Jonatã, protegido pelos divinos poderes da trama.

 

Os inimigos tinham o dobro do tamanho dele, mas ou falhavam a maior parte dos golpes, ou Jonathan defendia-os muito bem. Um dos gémeos saltou para a parede e, com o impulso das suas fortes patas de leão, elevou-se a cinco metros do chão, procurando atacar por cima; teria sido uma boa tentativa, se Jonathan não tivesse conseguido esquivar-se, saltando e rodopiando na lateral sem sair do sítio. Quando ele olhou para Jonathan no ar, a lâmina da Vingadora fez-lhe um corte no pescoço que, embora não fosse fatal o deixou incapaz de lutar.

– CORMANBITJA (maldição em lamiano)!!! – gritou o líder, furioso.

 

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Eu … eu não sei o que dizer.

 

O outro lâmia continuava a tentar acertar em Jonathan com a lâmina do seu bastão, e como última tentativa correu até ao fundo da sala do templo e carregou sobre o rapaz com o bastão em riste. Jonathan não se mexeu, apenas fitava os olhos do monstro e, quando este estava quase a perfurá-lo com a sua lança, fez-lhe um corte na barriga e outro nas costas, dando-lhe o mesmo destino do outro, que jazia no chão desmaiado.

 

LOLOLOL literatura infantil

 

– CRAZSUS, IKLANIAM ECKST MORGUEL! – gritou o líder, completamente fora de si.

 

Por acaso, eu também estou um bocadinho fora de mim, Zuzarte. A minha consciência está a sublevar-se contra a minha vontade e a querer fugir pelo ouvido fora. Esta é, aparentemente, a “língua” que Zuzarte inventou para o seu livro – a Língua Negra das gentes da escuridão e da porcalhice badalhoca. É o único exemplar deste constructo linguístico – significa, de acordo com a nota na página, “Maldição, eu próprio acabarei com este Morguel” – sendo morguel um termo perjorativo na dita língua que quer dizer “humano”.

 

Uuuurgh.

 

O líder carrega sobre Jonatã, e este pára o tempo para se esquivar. O nosso magnífico herói encosta o cano da pistola à cabeça do energúmeno, diz “a luta acabou, perdeste!”, e dispara uma bala envolta em electricidade para não só estoirar os miolos ao coitado mas esturricá-los também.

 

Como se precisássemos de mais provas em como Zuzarte é um secreto sociopata.

 

Com a luta acabada, achariam vossas mercês que podíamos dar as últimas achegas sobre o capítulo, mas ooooh não. Isto ainda não acabou. Ao sair do templo …

 

[… ] a cidade apareceu reconstruída e pessoas vestidas de túnicas gregas surgiram do nada. Aos olhos dele, Tróia estava incólume e cheia de gente mas, os que passavam, ignoravam-no. Em boa verdade, uma criança atravessou-o a correr como se ele fosse transparente.

 

Incorpóreo, Zuzarte. Transparência é a capacidade de ver através de um material. O que tu queres dizer é incorpóreo, minha descarga peidal contaminada.

 

De qualquer forma, começa-se a desenrolar neste mundo fantasma os eventos do último dia do cerco de Tróia. Entra o cavalinho de madeira, os troianos apanham uma valente pândega, os soldados gregos abrem os portões, vocês conhecem bem a história. Com uma mudança meio parva.

 

A seguir, enfrentou um grande número de soldados troianos que defendiam a cidade, até que chegou Páris, o irmão de Heitor, empunhando um arco. No momento em que Heitor disparava uma flecha, Jonathan virou-se e viu a flecha cravar-se no chão a poucos centímetros do seu calcanhar.

 

NADA DISTO FAZ SENTIDO. NADA!

 

E antes que me perguntem, NÃO, ISTO ESTÁ ASSIM, IPSIS VERBIS. Não me enganei! Está assim no livro! Esta frase sem sentido algum está no livro, ai foda-se a minha tensão

 

Tudo volta ao normal nesse momento. Jonatã está prestes a partir quando uma luz começa a brilhar de dentro do templo. O escarro vaginal decide entrar outra vez; o brilho vem de uma pedra num pedestal.

 

Jonathan aproximou-se e ia tirá-la; por baixo do alto-relevo havia uma inscrição em troiano que dizia: “Aquele que tirar a pedra de Tróia, oferecida por Apolo, ficará com o poder de controlar o exército mais poderoso que existe nesta dimensão, mas será amaldiçoado para toda a eternidade.”

 

FINALMENTE um poder estapafúrdiamente grande que vem com um preço! FINALMENTE! OH MEU DEUS FINALMENTE!

 

Por sorte, havia no templo o esqueleto de um sacerdote de Apolo que segurava uma espécie de pinça gigante, usada no sacrifício de animais para acalmar a fúria dos deuses. “Eis a grande saída”, pensou.

 

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Jonathan utilizou a pinça e o esqueleto do sacerdote para tirar a pedra. Assim, esta não foi tirada directamente com as suas próprias mãos e os deuses não amaldiçoariam um seguidor deles, se bem que este já estivesse morto.

 

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No acampamento, Iori acordou, espreguiçou-se, olhou para a esquerda para ver se Jonathan ainda dormia, mas não o viu. Saiu da tenda e viu-o regressar.

– Então, madrugador, onde é que foste?

– A um sítio famoso qualquer – respondeu ele, evasivamente.

 

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One comment on “O Zé Lê “O Filho de Odin”, de João Zuzarte Reis Piedade – Capítulo 10

  1. ingrooving
    Agosto 25, 2014

    Ainda bem que voltaste a pegar nisto, esta obra bem o merece. Mesmo que acabe por te fazer rebentar uma veia, será sempre por uma boa causa, e serás para sempre lembrado como um herói, aquele que ousou desvendar os segredos por trás da, fascinante e misteriosa, mente de Zuzarte. Esse grande mentecapto.

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